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Comparação · RGPD

Anonimizar ou pseudonimizar: diferenças e quando usar cada uma

As duas técnicas confundem-se muitas vezes, mas o RGPD trata-as de forma muito diferente. Pseudonimizar, segundo o artigo 4.º, n.º 5, é tratar os dados de forma a que deixem de poder ser atribuídos a uma pessoa sem recorrer a informações suplementares mantidas separadamente. Anonimizar vai mais longe: a pessoa deixa de ser identificável por qualquer meio que possa razoavelmente ser utilizado.

Em Espanha, os planos são contratados através da nossa equipa comercial.

A consequência prática está no considerando 26: os dados pseudonimizados continuam a ser dados pessoais e o RGPD continua a aplicar-se-lhes; os dados anónimos ficam fora do seu âmbito. Pseudonimizar é uma medida de segurança e minimização muito valiosa, mas não torna um documento publicável. Anonimizar pode torná-lo, em troca de não haver volta atrás.

No Anonimatum pode aplicar as duas ao mesmo documento e com a mesma deteção. A anonimização elimina o dado do ficheiro, sem deixar o texto escondido debaixo de uma caixa preta. A pseudonimização substitui-o por outro coerente e gera um mapa de equivalências que permite revertê-la a quem o guardar.

Como escolher a técnica em três perguntas

  1. 1

    Alguém vai precisar de voltar a saber quem é quem?

    Se a resposta for sim, porque o documento volta ao processo ou o estudo exige reidentificar, precisa de pseudonimizar e guardar o mapa em segurança.

  2. 2

    O documento vai chegar a um público aberto?

    Publicação na web, jurisprudência divulgada ou materiais de formação abertos: aqui o razoável é anonimizar, porque qualquer via de reidentificação é um risco.

  3. 3

    O destinatário precisa de distinguir as pessoas?

    Se, ao tapar tudo, o texto fica ilegível, pseudonimizar com nomes coerentes mantém a leitura; se precisar também de irreversibilidade, destrua ou não gere o mapa e reveja o contexto.

Documento fictício

A mesma frase, com cada técnica

Excerto fictício de um relatório interno. Primeiro anonimizado; nas duas últimas linhas, o mesmo texto pseudonimizado com nomes e datas coerentes.

Antes · Relatório interno (documento fictício)

Anonimizado:

Carmen Ibarra Solís comunicou a 4 de março que Diego Mena não tinha entregado o relatório.

A 11 de março, Diego Mena alegou uma baixa médica não comunicada.

Pseudonimizado:

Carmen Ibarra Solís comunicou a 4 de março que Diego Mena não tinha entregado o relatório.

A 11 de março, Diego Mena alegou uma baixa médica não comunicada.

Depois · Relatório interno (documento fictício)

Anonimizado:

(dado ocultado) comunicou a (dado ocultado) que (dado ocultado) não tinha entregado o relatório.

A (dado ocultado), (dado ocultado) alegou uma baixa médica não comunicada.

Pseudonimizado:

Clara Iglesias Sanz comunicou a 19 de abril que Daniel Molina não tinha entregado o relatório.

A 26 de abril, Daniel Molina alegou uma baixa médica não comunicada.

Na versão pseudonimizada continua a perceber-se que é a mesma pessoa nas duas frases e que passou uma semana entre os factos; na anonimizada isso perde-se, mas não há volta atrás possível.

Como o Anonimatum faz cada uma

Anonimização real, não uma caixa por cima

O texto rasurado é eliminado do ficheiro e os metadados são apagados. Copiar e colar ou retirar a camada preta não recupera nada, porque não há nada por baixo.

Pseudonimização coerente

O mesmo original produz sempre o mesmo substituto em todo o documento. Há substituição realista, tokenização (NAME_1, EMAIL_001) e mascaramento parcial.

Um mapa guardado por si

Cada pseudonimização gera um mapa de equivalências que pode rever e exportar em JSON ou cifrado. A reversão só é possível com esse mapa.

Perfis por setor

«Justice», «Healthcare» e «Research» (Justiça, Saúde, Investigação) definem como se substituem nomes, datas, moradas e montantes para que o documento continue útil em cada contexto.

Anonimizar e pseudonimizar, ponto por ponto

  • O que se faz ao dado

    Anonimizar
    É eliminado ou tapado de forma irreversível.
    Pseudonimizar
    É substituído por um valor fictício coerente ou por um token.
  • Pode ser revertido?

    Anonimizar
    Não. Não fica informação para voltar ao original.
    Pseudonimizar
    Sim, com as informações suplementares (o mapa) guardadas à parte.
  • Continua a ser dado pessoal?

    Anonimizar
    Não, se ninguém for identificável por meios razoáveis (considerando 26).
    Pseudonimizar
    Sim. O RGPD continua a aplicar-se (art. 4.º, n.º 5, e considerando 26).
  • Legibilidade do documento

    Anonimizar
    Menor: os espaços em branco dificultam perceber quem faz o quê.
    Pseudonimizar
    Alta: nomes e datas coerentes mantêm o relato.
  • Usos típicos

    Anonimizar
    Publicar, divulgar jurisprudência, transparência, formação aberta.
    Pseudonimizar
    Investigação com seguimento, revisão por terceiros, ambientes de teste.
  • Principal risco

    Anonimizar
    Reidentificação pelo contexto se só se taparem os nomes.
    Pseudonimizar
    Perda ou fuga do mapa de equivalências.
  • No Anonimatum

    Anonimizar
    Rasura real com eliminação do texto e dos metadados.
    Pseudonimizar
    Substituição, tokenização ou mascaramento, com mapa em JSON ou cifrado.

Perguntas frequentes sobre anonimização e pseudonimização

Pseudonimizar é o mesmo que pseudoanonimizar?

Sim, é o mesmo conceito. A versão portuguesa do RGPD usa «pseudonimização», mas na prática também se fala em «pseudoanonimização».

Se apagar o mapa, o documento pseudonimizado passa a ser anónimo?

Não necessariamente. Sem o mapa já não consegue reverter a substituição, mas se o contexto continuar a permitir identificar alguém, por exemplo um cargo único ou um facto conhecido, o documento não será anónimo. É preciso rever também essas pistas.

Porque não basta substituir apenas os nomes?

Porque datas exatas, moradas, matrículas ou montantes concretos podem identificar tanto como um nome. Por isso, os perfis do Anonimatum também deslocam datas e substituem moradas e identificadores.

Que técnica convém para partilhar dados com investigadores?

Depende do projeto, da sua base legal e, na saúde, da comissão de ética. Se for preciso acompanhar os mesmos sujeitos em vários documentos, o habitual é pseudonimizar; se os resultados forem publicados, anonimizar.

Posso aplicar as duas ao mesmo documento?

Sim. Pode pseudonimizar as partes para manter a leitura e tapar de forma irreversível dados que não acrescentam nada, como contas bancárias ou telefones, no mesmo processo.

Não sabe ao certo de que técnica precisa?

Diga-nos que documentos partilha e com quem, e mostramos-lhe as duas opções aplicadas a um exemplo semelhante ao seu.

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