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Anonimização Por Equipa Anonimatum 7 min de leitura

Anonimização vs. pseudonimização: guia prático

Monte de chaves antigas de latão
Fotografia: Jason D / Unsplash

No vocabulário do RGPD, anonimização e pseudonimização são conceitos frequentemente confundidos, mas com implicações jurídicas muito diferentes. Escolher a técnica errada pode significar continuar sujeito a todas as obrigações do RGPD quando julgava tê-las eliminado, ou perder a possibilidade de voltar a associar os dados quando precisar deles.

Definições essenciais segundo o RGPD

Anonimização

Processo irreversível que impede a identificação do titular dos dados. Os dados deixam de ser pessoais e o RGPD **deixa de se aplicar**.

Pseudonimização

Substituição dos identificadores por pseudónimos, mantendo uma chave de reidentificação guardada à parte. Os dados **continuam a ser pessoais**.

Quando utilizar cada técnica

  • Anonimização: publicação de documentos, relatórios abertos, formação com casos reais, partilha com terceiros sem acordo de tratamento.
  • Pseudonimização: análises internas, investigação clínica, auditorias periódicas em que é necessário voltar a associar os dados mais tarde.
  • Combinação: pseudonimizar durante o tratamento interno e anonimizar antes de qualquer saída para o exterior.

Erros comuns

Muitas organizações acreditam que tapar um nome com um retângulo preto equivale a anonimizar. Se o número de identificação, o telefone ou a morada continuarem recuperáveis, não há verdadeira anonimização. Outro erro frequente é pseudonimizar com uma chave guardada no mesmo sistema: se um atacante aceder ao servidor, pode reverter o processo.

  • Verifique a irreversibilidade com testes técnicos e não apenas visualmente.
  • Guarde as chaves de pseudonimização num repositório separado, com acesso restrito.
  • Documente o fundamento jurídico do tratamento em ambos os casos.

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